
Ventos de 130 km/h e deslocando-se a 37 km/h provocaram destruição na costa norte-americana. No Brasil, cerca de 25 voos com partida ou destino aos EUA foram cancelados
A chegada do ciclone Sandy à costa norte-americana já chegou provocando tragédias. Pelo menos 15 pessoas morreram nos Estados Unidos e uma no Canadá, além de inundar e provocar o caos em Manhattan, na cidade de Nova York. No Estado de Nova York, Sandy matou cinco pessoas, incluindo um homem de 30 anos atingido pela queda de uma árvore no Queens.
No estado da Nova Jersey, duas pessoas morreram também atingidas por uma árvore que caiu sobre um carro no condado, segundo os serviços de emergência. Outras duas pessoas morreram na Pensilvânia, uma atingida por árvore e outra no desabamento de uma casa. Em Maryland, uma mulher bateu o carro em uma árvore e morreu.
Na Virgínia Ocidental, uma mulher de 48 anos colidiu com um caminhão em meio a uma tempestade provocada por Sandy, segundo informou a polícia. Na costa da Carolina do Norte, a tripulante de um veleiro morreu no hospital após ser resgatada no mar e levada a um hospital. O capitão do barco permanece desaparecido.
Em Toronto, no Canadá, uma mulher morreu ao ser atingida por uma placa de publicidade que se desprendeu com o forte vento.
Pelo menos 765 mil consumidores em sete Estados americanos ficaram sem energia nesta segunda (29), pouco antes da chegada do furacão Sandy ao país. O presidente Barack Obama advertiu que várias regiões do país realmente devem ficar sem energia, e que pode “levar dias” até que a situação volte ao normal. Várias cidades ao sul do país enfrentaram inundações, a exemplo de Rehoboth Beach (Delaware).
Em Atlantic City (Nova Jersey) e suas imediações as ruas estavam debaixo de água. A cidade de Nova York e suas imediações também registram as primeiras consequências da tempestade. Red Hook, no Brooklin, Battery Park, no sul de Manhattan, e Suffolk Country, em Long Island, são alguns distritos com ocorrência de inundações.
“Nós nos preparamos para o pior”, disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. De férias na cidade, o baiano Josué Brito conta que o clima é de apreensão. “As ruas estão desertas e está tudo fechado. Até para comprar comida está difícil. Nunca vivi nada parecido”, comentou.
Mineira de Belo Horizonte, Aline Costa está na cidade e não consegue embarcar para um evento na Flórida. Ela também contou que algumas casas próximas a que ela está hospedada precisaram ser evacuadas. “O vento é muito forte e chove bastante também”. Considerado como uma das piores tempestades a varrer os EUA na história recente, Sandy provocou o deslocamento de milhares de pessoas e a paralisação do transporte público em várias cidades.
Os preparativos atingem os Estados de Nova York, Maryland, Pensilvânia, Virgínia, Connecticut, Nova Jersey, Massachusetts, Delaware e Rhode Island, além do Distrito de Columbia. Até o fechamento desta edição, o furacão seguia com ventos de 150 quilômetros por hora na direção de Cape May, no sul de New Jersey.
Voos cancelados
De acordo com a empresa Flight Aware, por conta do furação Sandy, cerca de 13.785 voos foram cancelados em todo o mundo até a manhã desta terça-feira (30), incluindo os previstos para esta quarta (31). No Brasil, segundo informações da Infraero, pelo menos nove voos com destino ou partida dos EUA, foram cancelados nos aeroportos do Galeão (RJ) e Guarulhos (SP).
Entre o domingo e esta segunda-feira (29), cerca de 16 voos tiveram que ser suspensos por conta da supertempestade, informou a assessoria de imprensa da Agência de Aviação Civil (Anac).



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