02 novembro 2012

Furacão Sandy deixa quase 100 mortos nos Estados Unidos


Agência Brasil

Pelo menos 98 pessoas morreram nos Estados Unidos em decorrência da passagem da Tempestade Sandy, que antes era considerada um furacão. Os números ainda são objeto de análise das autoridades. Na região de Staten Island, em Nova York, dois irmãos, de 2 anos e 4 anos, estão entre os mortos. Eles foram arrancados dos braços da mãe com a força da correnteza.

Aos poucos, a população tenta retomar a normalidade e a rotina. Em Nova York, os moradores que deixaram suas casas começam a retornar. O metrô da cidade ainda funciona de forma limitada, porque houve alagamentos em várias áreas por onde passam as linhas.

As autoridades informaram que apenas amanhã (3) a eletricidade vai voltar à região de Lower Manhattan. Os moradores também voltaram às suas casas no litoral de Nova Jersey. Nos últimos dias, várias cidades do Leste dos Estados Unidos estão em estado de emergência devido à passagem da tempestade.

Sandy provocou queda de energia, desabastecimento nos postos de combustíveis, alagamentos em várias ruas e praticamente desativou cidades, pois escolas, comércio e departamentos públicos não funcionaram nos dias em que a tempestade estava prevista. 

Vítima do furacão Sandy: brasileiro de 54 anos bate carro em árvore caída e morre na hora





O brasileiro Tiago Ferreira Neto, de 54 anos, foi um dos mortos pela passagem da supertempestade Sandy pela Costa Leste dos EUA.

Morador da cidade de Yonkers, em Nova York, ele morreu quando seu carro atingiu uma árvore que havia sido derrubada pelos fortes ventos na cidade próxima de Greenburgh. O acidente aconteceu por volta das 19h45 de segunda-feira (29), quando Ferreira Neto voltava para casa depois do trabalho.
A polícia afirma que ele dirigia um Toyota 1988 quando ocorreu o acidente. Ele morreu na hora, segundo a família.

O filho de Ferreira Neto, Lincoln Rosa Ferreira Neto, disse ao G1 que o pai foi trabalhar normalmente na segunda, apesar dos avisos sobre a chegada da supertempestade. Ambos trabalhavam como entregador de pizza na cidade de Armonk.

Ele saiu do trabalho às 19h e voltava dirigindo para casa. Em uma das estradas que usava como caminho, uma árvore havia sido derrubada pelos fortes ventos. Seu carro, que seguia pela faixa da esquerda, com maior velocidade, atingiu a árvore antes que pudesse desviar.

“A árvore já estava caída, não teve como ele ver, era logo depois de uma curva. O carro entrou debaixo da arvore, não tinha como ele desviar”, afirmou Lincoln.

Mapa da região de Greenburgh, onde ocorreu o acidente (Foto: Arte/G1)

Ele teve o pescoço quebrado e morreu na hora, segundo o filho. Quando os paramédicos chegaram, Ferreira Neto já estava morto, dentro do carro, com o cinto de segurança.

Lincoln espera conseguir levar o corpo do pai para o Brasil no meio da próxima semana. Ferreira Neto será enterrado no cemitério Jardim da Saudade, no Rio de Janeiro.

Contato

Lincoln havia falado com seu pai pela última vez por volta das 14h30 de segunda. “Ele disse que estava trabalhando, que a princípio ele não iria, mas depois os patrões mandaram ele ir trabalhar. Ele falou que estava muito movimentado, com várias entregas”, contou o filho, que disse não ter ficado preocupado. “Ano passado teve o [furacão] Irene, que não foi muita coisa, mas neste ano o estrago foi muito grande. Ano passado teve a mesma preparação, mas não aconteceu nada.”

Licoln tentou falar com o pai novamente por volta das 21h, e ele não atendeu. Ele continuou tentando até as 23h, sem sucesso. “Minha esposa falou que tinha acontecido algo. Liguei na casa dele, ele não atendeu, mas estava sem luz, eu achei que ele estava dormindo, não estava preocupado”, contou.

Na manhã de terça-feira (30), o filho tentou contato novamente, sem sucesso. Ele foi então ao trabalho de seu pai, e descobriu que ele não havia aparecido. De lá, seguiu para seu trabalho, onde disseram que a polícia havia entrado em contato avisando que seu pai tinha se envolvido em um acidente.

Lincoln ao lado do pai, Tiago, que morreu em acidente nos EUA (Foto: Arquivo pessoal)

“Liguei para o sargento, falei meu nome, disse que era filho, e ele contou que meu pai tinha sofrido um acidente. Perguntei onde ele estava, e o sargento disse ‘seu pai não sobreviveu’”, conta Lincoln. “Entrei em choque, não acreditei, comecei a chorar”. A família foi até o hospital, mas não conseguiu ver o corpo devido à gravidade dos ferimentos.

"O policial falou que não tinha como parar, se ele não tivesse batido seria o de trás. Teve outro acidente no mesmo local, mas o rapaz estava na faixa da direita, tinha o acostamento para desviar. Quebrou o vidro da frente do carro, mas o motorista sobreviveu", contou.

Transporte para o Brasil

Os efeitos do Sandy dificultaram também o início dos trâmites para o transporte do corpo para o Brasil. Lincoln tentou contato com o consulado brasileiro na quarta-feira (31), mas não conseguiu, pois o consulado estava fechado devido à supertempestade. Ele conseguiu contato nesta quinta-feira (1º). “Depois que eles reabriram foi rápido, estão dando o apoio necessário”, afirmou.

Segundo o brasileiro, o corpo de seu pai ainda está no Instituto Médico-Legal (IML) local e deve ser levado para a funerária ainda nesta sexta-feira (2). Ele precisa providenciar alguns documentos para levar até o Consulado, que irá realizar os trâmites necessários.

Ferreira Neto morava há 13 anos nos Estados Unidos, e segundo seu filho, não tinha planos de voltar para o Brasil. “Ele adorava esse país, a gente se apaixonou pelo país, é muito confortável viver aqui. Essa fatalidade ocorreu porque a árvore caiu devido ao furacão.”

Ferreira Neto morava sozinho, e tinha outros três filhos – um vive na Bolívia e os outros dois no Brasil.

01 novembro 2012

NY: metrô funciona parcialmente; falta de luz causa transtornos



O metrô de Nova York retomou parcialmente seu funcionamento nesta quinta-feira, trazendo um pouco de alívio à cidade onde 37 pessoas morreram na passagem da supertempestade Sandy e milhares de lares sofrem a agonia de permanecer três dias sem eletricidade.

E um novo problema atinge a população nova-iorquina: a escassez de gasolina na região, principalmente na vizinha Nova Jersey, duramente atingida pela passagem do furacão depois transformado numa supertempestade.

O registro de vítimas divulgado pelo prefeito Michael Bloomberg subiu para 37 nesta quinta, mas o registro pode aumentar ainda mais, já que a polícia e os serviços de emergência continuam fazendo buscas em casas que foram alagadas durante a passagem do fenômeno climático. Deste modo, sobe para 85 o número de mortos nos 15 estados da União afetados pela supertempestade, de acordo com uma contagem ainda não oficial.

Se forem somadas as 67 vítimas fatais de Sandy no Caribe e os dois mortos no Canadá, o saldo chega a 154 mortos. Segundo a empresa Eqecat, especializada na avaliação de catástrofes, o prejuízo deixado por Sandy por chegar a US$ 50 bilhões, o dobro do estimado inicialmente.

Em Nova York e Nova Jersey, o fim da inundação revela a grande destruição provocada por Sandy, cujo prejuízo pode superar o deixado pelo furacão Katrina, que destruiu Nova Orleans em 2005. A maioria das mortes em Nova York foi causada por quedas de árvores ou por descargas elétricas devido aos cabos derrubados, assim como pelas inundações súbitas causadas pelas fortes chuvas.

Depois dos ônibus, dos trens e dos aeroportos, o metrô nova-iorquino - que é utilizado diariamente por 5,3 milhões de pessoas - retomou seu serviço, ainda que de maneira muito limitada. Somente algumas linhas estão em funcionamento, e nenhuma delas no sul de Manhattan, área mais afetada. A prefeitura decidiu que o metrô será gratuito na quinta e na sexta-feira, e depois o serviço deve voltar a funcionar normalmente.

Para reduzir o volume gigantesco de veículos registrado na quarta-feira, a prefeitura impôs a obrigação de que os carros que circularem pelas pontes e túneis do Brooklyn e Nova Jersey (leste) tenham ao menos três pessoas. Se o transporte público parecia se recuperar, Nova York não conseguiu ainda resolver um problema igual ou mais angustiante: a falta de luz em 654 mil lares, dos quais 220 mil no sul de Manhattan.

Na maior parte dos casos, a ausência de eletricidade vem acompanhada de falta de água e calefação, no momento em que a temperatura começa a cair. Elevadores que não funcionam, lojas, restaurantes e lavanderias fechadas: a vida diária está se tornando desesperadora para milhares de nova-iorquinos. Um porta-voz da companhia Con Edison, Alfonso Quiros, indicou que boa parte do sul de Manhattan só voltará a ter luz no sábado.

Cerca de 6 mil pessoas permaneciam refugiadas nos 76 centros abertos pela prefeitura em escola antes da chegada de Sandy. A situação é tão crítica que muitas associações e igrejas já estão distribuindo alimentos e roupas em pequenos postos e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou que a cidade vai começar a distribuir um milhão de refeições e água nas áreas mais pobres.

Conseguir gasolina, novo pesadelo

Encontrar gasolina se converteu num pesadelo na região, e longas filas de veículos se formam nos raros postos abertos no norte de Nova Jersey, constatou um jornalista da AFP. Nesse estado, 1,8 milhão de pessoas, ou seja, 25% da população continuavam sem eletricidade.

O governador Chris Christie falou de danos incalculáveis. As cidades com frente para o mar estão irreconhecíveis e as tarefas de socorro prosseguiam, segundo a Guarda Nacional. Na cidade de Hoboken (Nova Jersey), de frente para Manhattan, o espetáculo é desolador. A Guarda Nacional evacuou na véspera centenas de pessoas presas em suas casas por causa das águas.

Um iate invadiu o terminal do ferry e em várias ruas o asfalto cedeu. Grandes hospitais como o da Universidade de Nova York, em Manhattan, o Coney Island (Brooklyn), e o Bellevue, o mais antigo dos Estados Unidos que sofreu danos estruturais, também teve problemas para retomar a atividade depois que a passagem da supertempestade os obrigou a transferir centenas de pacientes, muitos em estado crítico.

A gigante petroleira Shell confirmou nesta quinta-feira que Sandy provocou um vazamento de diesel no litoral de Nova York, sem especificar o volume, e indicou que foram iniciadas as tarefas de limpeza. A Guarda Costeira dos Estados Unidos, que supervisiona os trabalhos de limpeza, afirmou que a operadora da refinaria, Motiva, calculou em 1,2 bilhão de litros derramados. Um porta-voz da Guarda Costeira, Erik Swanson, assinalou que os trabalhos de limpeza são dificultados pela magnitude dos danos provocados pelo então furacão.

"O porto foi arrasado, o que complica as coisas. Há escombros nas via navegáveis que dificultam a circulação segura de nossos barcos", explicou. A rede de televisão NBC anunciou nesta quinta-feira que está organizando um show em benefício das vítimas da supertempestade, com participações de estrelas como Bruce Springsteen e Billy Joel.

Famosos comentam passagem do furacão Sandy



Famosos de toda a classe artística norte americana comentam pelo Twitter a passagem do furacão Sandy pela costa leste dos Estados Unidos. Muitos postam mensagens de apoio e carinho às pessoas que estão em meio à tempestade

Os atores Tracy Morgan e Alec Boldwin, por exemplo, que estão em Nova York, descreveram as dificuldades que a população está passando: "sem luz aqui e sem internet. Minha esposa e eu estamos sentados no escuro nos perguntando onde deve estar a tempestade. É possível que deixaremos nossa casa para nos hospedar em um hotel", escreveu Alec.

A situação não é tão diferente para Tracy que também está na cidade: "sem eletricidade, então eu me sento aqui sozinho no canto e fico olhando para as velas", postou Morgan.

Veja os comentários dos famosos sobre a passagem do furacão Sandy:

Lady Gaga - "Eu sei que vai ficar tudo bem. Mas aquela água toda se espalhando enquanto meus amigos estão sentados na escuridão, está me fazendo ficar triste. Amo Nova York. Vou rezar e vou dormir pensando em vocês".

Ashton Kutcher - "Para todos os meus amigos da costa leste de Nova York: mantenham-se fortes!"

Alissa Milano - "Costa Leste! Pensando em vocês!"

Tracy Morgan - "Sem eletricidade, então eu me sento aqui sozinho no canto e fico olhando para as velas"

Paula Abdul - "Envio pensamentos de amor e oração por uma costa leste segura durante a passagem do Sandy"

Pitbull - "Minha gente! Se protejam e Deus os abençõe"

Russel Simmons - "Para todos na costa leste... Por favor se protejam! Vão a abrigos se precisam sair de casa. Esta tempestade não é de brincadeira"

Russell Crowe - "Sentando aqui, como se fosse um dia normal.. Vou esperar para ver o que os ventos trazem"

Joel Madden - "Espero que todo mundo na costa leste esteja bem e protegido. Estou rezando por vocês. Boa sorte para todos os meus amigos e parentes com essa tempestade maluca"

Alec Boldwin - "Sem luz aqui e sem internet. Minha esposa e eu estamos sentados no escuro nos perguntando onde deve estar a tempestade. É possível que deixaremos nossa casa para nos hospedar em um hotel"

Fergie - "Olá, Sandy. Por favor não seja tão devastador".

Kelly Osbourne - "Estou realmente preocupada com todos os meus amigos que moram na costa leste. A tempestade parece que está ficando pior. Estou grudada nos noticiários o dia todo!"

Adam Lembert - "Mandando força para os residentes da costa leste. Sandy não pode quebrar o nosso espírito!"

Courtney Cox - "Pensando em todos que estão no caminho por onde o Sandy vai passar. Estou rezando por vocês"

Cher - "Estou tão preocupada com todos que vivem na costa leste. Rezo para que todos vocês que residem nas áreas afetadas possam ficar bem"

Mariah Carey - "Todos na costa leste, por favor se cuidem"

Ellen DeGenerous - "Todos aqui no programa estarão pensando nas pessoas da costa leste o dia todo. Nós esperamos que você e seus familiares se cuidem enquanto a tempestade passar"

Justin Bieber - "Todos que estão lidando com o furacão no norte do país, por favor se cuidem"

Will.i.am - "Orações para Nova York"

Kim Kardashian - "Todos os meus amigos de Nova York estão me mandando fotos da tempestade. Estou rezando por todos da costa leste. Espero que todos estejam bem"

Whoopi Goldberg - "Espero que essa tempestade nos torne pessoas melhores e gratas pelos dias que temos."


Furacão Sandy causa derramamento de mais de 1 milhão de litros de diesel em Nova York




Mais de um milhão de litros de combustível diesel foram derramados em Nova York na passagem da supertempestade Sandy e ainda prosseguiam nesta quinta-feira (1º) os esforços para limpar as águas, informou o canal CNN.

O vazamento de 1,136 milhão de litros aconteceu por uma ruptura em um depósito de uma refinaria de Nova Jersey, próxima de Nova York, da empresa Motiva, controlada pela gigante do petróleo Shell.
A guarda costeira organizou operações de limpeza e instalou boias para conter o combustível.

Bairro em Long Beach Island, em Nova Jersey, fica alagado depois da passagem da tempestade Sandy. (Foto: Clem Murray / The Philadelphia Inquirer / AP Photo)Bairro em Long Beach Island, em Nova Jersey, fica alagado depois da passagem da tempestade Sandy.

A região, visitada pelo presidente Barack Obama na quarta-feira (31), foi uma das mais atingidas por Sandy.

Na quarta-feira, Obama afirmou às vítimas da supertempestade Sandy que o governo federal irá fornecer ajuda "no longo prazo". A afirmação foi feita após o presidente ter inspecionado os danos causados na costa de Nova Jersey (leste). 

"Nós estaremos aqui no longo prazo", afirmou Obama ao lado do governador do estado, o republicano Chris Christie, em um abrigo localizado na cidade de Brigantine, próxima de Atlantic City, ao sul de Nova York. "Nós não iremos tolerar nenhuma burocracia. Vamos garantir que vocês obtenham ajuda o mais rápido possível", acrescentou o presidente.

A tempestade Sandy continuava perdendo força, após ter causado pelo menos 50 mortes nos EUA, segundo distintas estimativas, enquanto 6,2 milhões de residências continuavam sem luz no nordeste do país.

Os estados de Nova York e Nova Jersey foram os mais afetados pela passagem de Sandy e tentavam se reerguer nesta quarta após o impacto da tempestade.

Sandy causa prejuízo de US$ 200 milhões por dia a NY




As consequências da super tempestade Sandy estão custando a Nova York até US$ 200 milhões por dia em perda de atividade econômica, desde a venda de fatias de pizza a fusões corporativas e outros acordos em Wall Street, de acordo com a controladoria da cidade.

Nova York gera até US$ 2 bilhões por dia a partir de diversas atividades econômicas, em média. Mas a "Big Apple" pode perder 10% disso ou mais por bastante tempo, disse o chefe da controladoria municipal, John Liu, em entrevista à Reuters na quarta-feira.

A tempestade Sandy atingiu o continente norte-americano a partir de Nova Jersey na segunda-feira, provocando grandes inundações, quedas de energia, suspensão dos sistemas de transporte e ao menos 64 pessoas mortas nos Estados Unidos.

O impacto a longo prazo da tempestade sobre a capital financeira mundial ainda não está claro, mas a cidade deve recuperar a maior parte da sua produção.

"Ao longo dos últimos dois dias, a atividade econômica está cerca de 20% abaixo do normal. É uma enorme queda. E isso provavelmente não vai voltar a 100% por algum tempo", disse Liu. "Com base no histórico, a maior parte da atividade econômica não está completamente perdida, está apenas suspensa. Não acreditamos que a perda permanente da atividade econômica ultrapasse US$ 1 bilhão."

Ajuda federal e dinheiro seguro
Mas há outros custos. A cidade que nunca dorme também está perdendo "vários milhões" de dólares por dia em receitas fiscais, segundo Liu.

Nova York também gastou US$ 29,2 milhões nos preparativos de emergência para cobrir equipamentos pesados, mão de obra, transporte, refeições prontas, tanques de oxigênio, equipamento de construção, engenheiros e muito mais. Em comparação, a cidade gastou US$ 12 milhões em contratos de emergência para o furacão Irene, em 2011, acrescentou Liu.

Sandy pode ter causado prejuízos econômicos totais de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões, com US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões em perdas seguradas. Entre 30% e 40% destes gastos são na cidade de Nova York, de acordo com a Eqecat, uma consultora de risco de catástrofes para as seguradoras.

A Agência Federal de Gerenciamento de Emergência (Fema, na sigla em inglês) poderia reembolsar a cidade por até 75% das perdas. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, pediu ao governo federal, na quarta-feira, para reembolsar até 100% dos gastos do governo estadual e local com limpeza.

O dinheiro da Fema, os possíveis bilhões de dólares de empresas de seguro e o trabalho de reconstrução e reparação pelos quais pagam, pode ser um "tiro no braço econômico" para a cidade, mas que ainda está de vários meses a um ano de distância, disse Liu.

Nova York normalmente pega emprestado de US$ 12 bilhões a US$ 15 bilhões por ano para pagar os custos de capital e de refinanciamento de dívida antiga. A cidade poderia usar parte desse dinheiro para pagar pela reparação de infraestrutura depois de Sandy, mas Liu não espera "uma enorme quantidade de empréstimos por parte da cidade para recuperar os bens danificados."

Outras agências, como a Autoridade Portuária de Nova York e de Nova Jersey, separadamente declaram bilhões de dólares em dívidas a cada ano e também têm participações importantes na infraestrutura na região de Nova York.

Liu não prevê que a tempestade irá prejudicar a capacidade da cidade para pedir dinheiro emprestado a taxas baixas.

Furacão Sandy deixa 68 mortos no Caribe, relata Organização Mundial da Saúd




O Furacão Sandy causou impactos em pelo menos cinco países do Caribe, principalmente em Cuba, Jamaica, Haiti e Bahamas, deixando 68 pessoas mortas e muitos desaparecidos. Esses países estão agora trabalhando na avaliação pós-desastre dos danos e das necessidades, relatou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Em termos gerais, relata a Organização, a tempestade afetou direta e indiretamente uma população de mais de 4,5 milhões de pessoas.

Na Jamaica, houve danos relatados em telhados de vários hospitais e centros de saúde, no entanto a maioria dos danos foi em áreas administrativas e na cozinha das instalações. Um total de 136 abrigos foram estabelecidos e 1.900 pessoas foram evacuadas. A OPAS designou um especialista em dengue e um especialista em gestão de desastres para a Jamaica.

No Haiti, 54 mortes confirmadas foram notificadas, 20 desaparecidos e 20 feridos. A OPAS confirma que 12.947 pessoas foram evacuadas para 102 abrigos em todo o país. Mais de 18 mil famílias foram afetadas. Fortes chuvas e inundações causaram danos às vias principais, estradas e pontes no Haiti.
Em Cuba, 11 mortes foram relatadas, nove em Santiago de Cuba e duas em Guantánamo. Vários hospitais foram afetados em todas as províncias, bem como 375 centros de saúde. Mais de 820.000 pessoas — somente nas províncias de Santiago e de Holguin — estão sem abastecimento de água, de acordo com a atualização de 30 de outubro. Cuba tem capacidade de resposta para a saúde pública e a vigilância sanitária. No entanto, a situação está sendo monitorada pela OPAS em caso de ajuda adicional ser necessária.

Nas Bahamas, duas mortes foram relatadas. As áreas mais afetadas são Grand Bahama, algumas das Ilhas do Sul (Cat Island, Rum Cay, Long Island) e Abaco (particularmente Treasure Cay), onde há uma grande quantidade de populações vulneráveis.

Morreram também, de acordo com fontes não oficiais, 50 pessoas nos Estados Unidos após o furacão Sandy ter atingido a Costa Leste do país. As áreas mais afetadas são Nova York, Long Island e o sul de Nova Jersey, embora a tempestade também tenha causado inundações e falta de energia em Connecticut, Massachusetts, Rhode Island, Pensilvânia, Delaware, Virgínia, Maryland, Carolina do Norte e na capital, Washington, D.C.

Acesse os relatórios (clique aqui) da OPAS sobre a situação no Caribe, que vem sendo monitorada desde maio. Acesse também a avaliação da OPAS mais recente. Informações também estão disponíveis no site do Centro de Controle de Doenças e Prevenção.